terça-feira, 9 de junho de 2009
Tô sem rivotril.
Florais e mais de três anos de terapia pareceram me bastar. Mas se isso não for o bastante, se nem meus amigos já me tiram da fossa, eu ainda tenho meus gatos pra me consolar.
domingo, 31 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
começou tudo de volta
Grato;
quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Depressão mode: ON
Um dia desses, num desses encontros casuais, talvez eu diga, meu amigo, prazer em vê-lo; até mais... Ok, já sei eu sou o maior plagiador das composições alheias, mas que posso fazer, estou desperto e quando a gente está assim, na minha geração tem que escutar músicas (eu disse música não funk, não eletronica, não forró, etc); até o final do texto escutarei JJ72 em um quarto escuro, sozinho, fumando um cigarro, um Johnny Walker (talvez Juan el caminador – se for de origem paraguaia) e aí... estou a dois passos do paraíso e outros dois da janela, mas eu tenho fé que não vou saltar.
A vida é feita de escolhas e pra cada escolha uma renuncia, eu quero meus sonhos de quando eu estava dormindo, não quero ser esse cara “normal” que de normal só tem a definição social do termo, porque o normal vai ao trabalho cansado de casa e volta pra casa cansado do trabalho, eu não quero isto pra mim eu quero ser o Lulu Santos “...quando um certo alguém cruzou o seu caminho e mudou a direção...” eu quero mudar de direção eu já não me suporto mais dentro desta casca. Outro dia refletia sobre minha solidão e me lembrei de uma célebre frase: - sou solteiro por opção... Mas hoje eu sou solteiro por opção nem minha e nem de ninguem e sim do fato de ter sono, eu quero dormir, mas para manter uma relação você tem que estar acordado e eu já não sirvo pra ser zumbi.
Que os governantes perdoem minha ignorância mas não consigo entender que tão perto de mim tem pessoas que morrem de fome enquanto discutimos se vamos ao mercado ou pro bar mais próximo. Eu uso um tênis feito por mão de obra infantil e antes que você me critique você também deve usar e nem deve saber disto, mas o mais triste não é que não sabemos destas coisas e sim que escolhemos não saber, afinal estamos todos dormindo mesmo. Fico triste porque sei que já não posso voltar ao ventre de minha mãe, não posso viver de sonhos, que um relacionamento não se alimenta de amor e, o pior de tudo, porque eu to com insônia e não tenho comprimidos comigo!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Casa nova, vida nova.

quinta-feira, 12 de março de 2009
Mini-contos #01
Logo após alguns dias que você retornar de sua jornada e eu estiver me recuperando da minha, tenho certeza que eu vou olhar para trás e ver seu semblamte perdido entre milhares, em uma festa, em um bar, ou em uma esquina qualquer. E nossos olhares vão se cruzar. E em uma noite qualquer, ou até mesmo na mesma, um de nós dois vai pegar o telefone e fazer a ligação. A fatídica ligação. E quando o telefone tocar eu vou saber que é você, mas não vou saber se devo atender.
Não vou saber até estar amarrando o cadarço do All Star de couro branco no dia seguinte preparando os pés para uma boa caminhada, ou apenas uma curta caminhada onde o peso do corpo possa ser sentido, mas também possa ser esquecido.
- Esse não sou eu quem está se olhando no espelho - penso comigo antes de decidir se o fim do enclausuramento está prestes a acabar - esse não é o mesmo cara que há dois ou três anos olhava o negro dos próprios olhos e via beleza. A beleza se perde com o tempo, o que fica são as marcas do que foi vivido e deixado de viver durante o tempo, e então quando as cicatrizes refletem na sua íris você só pensa em achar o colírio certo para curá-las.
Os primeiros passos são os mais difíceis. Díficeis pois a concentração que a mente precisa para caminhar acaba sendo desviada pelos olhares tímidos que buscam desesperadamente por detalhes de uma fisionomia que você mal reconhece perante uma história baseada somente em imagens, somente em idealizações de futuros e imagens. Imagens. Imaginações. Inimagináveis.
- Você perceberia a tristeza se eu percebesse a alegria?
- Você se alegraria se a tristeza houvesse ido embora?
Assim deveria começar o diálogo.
Parte II - Quando não atender o telefone deixa de ser uma opção.
- E a faculdade, depois desse tempo todo fora?
- Eu não sei, é meio complicado.
- Nada foi muito complicado para você, eu digo, você sempre soube escolher os caminhos corretos.
- Não... Eu nunca soube.
- Eu estou trabalhando no momento, só para não parecer que as coisas estão muito diferentes depois de todo esse tempo.
Parte III - Quando você percebe que as coisas mudam tanto que chegam a ser sempre as mesmas.
Ele vai se atrasar. Ele sempre se atrasa - depois um tempo de convívio existem certas coisas que você se condiciona e deixa de esperar correções, é o que eu chamo de intimidade incômoda - Mas de repente ele está lá, tão pontual quanto uma pessoa que espera encontrar alguem novo entrando pela porta de um coffee shop ou até mesmo no bar mais underground que vocês possam se sentir a vontade. A sensação do primeiro toque de mãos como um aperto de dois desconhecidos é óbvia a todos ao redor mas a sensação de conhecer cada centímetro daquelas impressões e linhas cabem só a mim, ou a você. Pois o nós ainda está enjaulado em algum lugar do passado e vai ser lá onde ele vai ficar.
- Oi.
- Vou pegar um café.
- Vou pegar um cigarro.
Enquanto paro no balcão para pedir seu café e ver se meus Malrboros Vermelhos estão disponíveis consigo sentir a preocupação vindo da nossa mesa, não de você específicamente, mas da dúvida que fica no ar se essa seria a coisa certa a fazer.
- Quanto tempo faz?
- Seis? Sete meses já? - E aquele olhar que vem de baixo para cima com um sorriso sem jeito aparece, querendo dizer que foram sete meses maravilhosos.
Eu não aguento ver esse sorriso de volta sem começar a sorrir. Eu preciso retribuir a troca de risadas e dizer:
- Eu não consigo acreditar que nós estamos sentados aqui, assim!
- É...
E o desconforto fica confortável. E as suas alegrias transformam-se nas minhas. E seus olhos cor de mel lavam meus olhos negros.
Parte IV - Quando certas palavras precisam ser ditas e olhares precisam ser trocados.
O suéter marrom e o óculos de grau são propositais, eu preciso parecer bem. Na realidade eu estou bem, só curando algumas cicatrizes, assim como suas calças de moletom sempre vão me dizer que você nunca deixou de ser a mesma pessoa.
- Lembra quando eu quis dizer que estava apaixonado por você dentro do carro, vendo aquele nascer do sol?
- Eu já estava apaixonado por você.
- Não você não estava.
- E você ainda está naquela de "rockstar" não é?
- Pobre de mim - solto um sorriso de um adulto de 25 anos lembrando das suas prepotências de jovem rebelde - Não, não... - eu digo - Mas nós tivemos bons momentos naquela época, não é? Nos nossos sonhos de rock'n'roll?
E eu sinto os olhares vindo de sua direção pra ver se ainda sobrou algo daquela pessoa que você conheceu.
- Naquela época você estava apaixonado por mim?
Você perguntou. Preciso pensar na resposta correta.
- Sim, eu estava. Eu não estava doente naquela época, eu não estava - Ainda era amor, não havia virado obssessão. E novamente o meu olhar fixou na mesa durante alguns segundos e decidiu levantar diretamente para o seu, com as sobrancelhas curvadas pedindo uma última tentativa de ver se você ainda conseguia enxergar a mesma pessoa que você enxergava quando nossos corações explodiam de felicidade.
Parte V - Quando se elogia sem haver necessidade.
- E esse cabelo moderno?
- Foi assim que você me conheceu.
- Eu gostava.
- Aposto que não.
- Claro que eu gostava, era diferente - realmente, eu percebia naquela época seus olhares de admiração pra toda aquela ousadia que eu ostentava. E que hoje já não passa de um desleixo.
- E você continua ótimo. Como sempre.
Parte VI - Quando os sinos realmente param de tocar.
- Eu me senti muito pior depois, eu não entendia nada. Eu queria telefonar, mas sempre me disseram que não seria uma boa idéia. Eu não sabia... Eu não sabia como você se sentia. Eu queria apenas que a gente... nos encontrasse de novo.
O abraço apertado não responde nada, só diz aquilo que ambos sempre soubemos: Tchau.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Prue diz, irritada:
sábado, 21 de fevereiro de 2009
147 heaven.
As vezes cometemos alguns erros no passado que somos obrigadOs a conviver com eles, mesmo que se passem anos e anos. É difícil amar alguém ainda mais quando sabemos que esse alguém não confia em você por um erro do passado, é difícil dizer como é ruim se sentir ignorado, é como se sentir excluído da vida de alguém que você tanto se dedica.
Amar alguém que não confia em você, é ter medo do amanha por não saber se algo vai acontecer que vai fazer com que a pessoa que ama va desconfiar de você.
Amar alguém que não confia em você é não ter segurança do amanha, pois mesmo você sendo correto você nunca vai saber se para vocês o amanha vai existir, porque alguém pode te prejudicar sem querer, mas a culpa sempre será sua.
Tenho medo de amanha não estar mais com vocês pois não sou seguro de quais serão suas atitudes, tenho medo de nunca mais estar com vocês, por vocês não acreditar que posso fazer parte disso, tenho medo de sofrer, pois meu sofrimento para vocês pode estar parecendo que é uma farsa e não é, tenho medo de não poder mais sonhar com vocês, tenho medo de não poder mais fazer planos, tenho medo do amor se acabar, tenho medo de perder vocês pelas suas inseguranças, e pelas minhas.
Tenho um desejo, não digo um desejo mais um sonho, de estar com vocês para sempre, sem desconfiança, amo vocês, nunca sofri tanto com medo de perder alguém, muitas coisas em nossa vida me fazem chorar , mais prefiro chorar do lado, do que chorar para esquecer, não sei se vocês tem idéia do meu amor por vocês a intensidade a capacidade e a vontade que ele tem ,ficar sem vocês é um fim sem começo, me faço de forte pois não errei com vocês, mas comigo mesmo.
Irmão de verdade são difícieis de encontrar, difícil dizer mas jamais pensei que iria encontrar vocês e jamais pensei que iria perdê-los, por algo que não foi culpa de ninguem. Destino? Chorei, sofri por algo, dói. Mas por vocês vale a pena chorar sofrer gritar e implorar pois nenhum sentimento neste mundo é comparado com o que sinto.
Paraíso.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Do que eu vou sentir falta.
Tonight: Franz Ferdinand
Pouco antes de ser lançado, Tonight: Franz Ferdinand, terceiro álbum da banda escocesa liderada por Alex Kapranos, já pode ser ouvido na página do Franz Ferdinand no MySpace - confira.
A data oficial de lançamento nos Estados Unidos é 27 de janeiro. Tonight: Franz Ferdinand foi produzido por Dan Carey (CSS, Fatboy Slim) e sucede You Could Have It So Much Better, é de 2005.
Fonte: (o)melete
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Sexta Feira, 13

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Mina morreu de gole.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
O trabalho engrandece o homem.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Oi.
domingo, 9 de novembro de 2008
Babies

Essa semana eu fiz o download do primeiro EP da banda Babies, intitulado "8".
terça-feira, 4 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
ULTIMO CAPITULO - O QUE LORETTA DISSE.
- Nada.
- Nada é muito triste, garoto. Pense nisso.
E eu pensei.
Welcome to Egnonland
De repente, não! Não mais que de repente ele lança pesudópodos e engolfa esse pequeno planeta Terra.
Reino vegetal. Flora pride?
Não. Animal. Macaco. Humano. Agora Homo sapiens sapiens.
Quirodáctilo I em posição obliqua. Encéfalo oriundo da ectoderme. Mesencéfalo. Telencéfalo. Mas? Por que então às vezes acéfalo?
E no meio do art noveau abrem-se as portas do Império. Egnonlândia. De ducado à condado, à reino à nação. À capitania hereditária de mim mesmo!
Ou vc também quer ser um locatário de oculta terra roxa e verde?
no meu mundo imaginário. sou eu Algávarez Fonseca?
Só há um modo de adentrar no confinado espaço de meu crânio. e não adianta pedir pra vir.
Que eu não vou deixar.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Cold Contagious
Hesito antes de escrever nesta merda. A partir do momento que esperam que você faça algo, tudo empedra e o tesão se esvai. É uma pena. Mas é assim mesmo.
woh woh woh woh woh woh.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Bond 22
“Quantum of Solace dá continuidade as excitantes aventuras de James Bond (Daniel Craig) mostradas em Cassino Royale. Após ter sido traído por Vesper, a mulher que amava, o agente 007 luta contra a vontade de transformar sua próxima missão em um assunto pessoal.
Prosseguindo com grande determinação para descobrir a verdade, Bond e M (Judi Dench) interrogam o Mr White (Jesper Christensen), que revela que a organização que chantageou Vesper é bem mais complexa e perigosa do que alguém poderia imaginar. Especialistas ligam um traidor da MI6 à uma conta bancária no Haiti, onde um caso de identidade trocada apresenta ao Bond a bela, mas arisca (arisca é pacabá!) Camille (Olga Kurylenko), uma mulher que tem a sua própria vingança para cumprir.
Camille leva Bond direto à Dominic Greene (Mathieu Amalric), um empresário impiedoso e também grande força dentro da misteriosa organização. Numa missão que o leva para a Áustria, Itália e América do Sul, Bond descobre que Greene, conspirando para tomar poder sob um dos mais importantes recursos naturais do mundo, está fechando um acordo com o exilado General Medrano (Joaquin Cosio). Usando seus asseclas dentro da organização, e manipulando seus poderosos contatos dentro da CIA e do governo britânico, Green promete acabar com o regime atual de um país da América Latina, dando o poder do lugar para o General, em troca de um pedaço aparentemente insignificante de terra.
Num campo minado de mentiras, assassinato e traição, Bond se alia a velhos amigos na batalha para desvendar a verdade. Conforme vai chegando mais perto do responsável pela traição de Vesper, 007 deve ficar um passo à frente da CIA, dos terroristas e até mesmo da M, para acabar com o plano sinistro de Greene e parar a sua organização.”
Tipo, legal. Mas os caras praticamente contaram o filme na sinopse. Você sabe que o Bond vai traçar a gostosa, explodir uma galera, fazer coisas fantásticas que eu e você provavelmente não conseguiríamos fazer e sai de boa no final.
Ainda bem que, por ser um filme do 007, isso não importa. O que importa são as gostosas, galera explodindo e o cara fazendo coisas fantásticas que eu e você provavelmente não conseguiríamos fazer e sair numa boa no final.
Só uma questão. Nos filmes antigos do James Bond, eu me lembro de uma organização do mal, que se não me falha a memória, se chamava S.P.E.C.T.R.E. Seria a organização mencionada na sinopse um embrião dessa outra?
Saberemos quando o filme estrear, em 07 de Novembro.
sábado, 25 de outubro de 2008
South Park - 12ª Temporada - Episódio 10

Duração: 21:44 minutos
Formato: Avi
Resolução: 512 x 384
Legenda já embutida no vídeo
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Frase do Dia.

"O importante é tirar da erva ou do tráfico a culpa, e pôr ela em quem faz uso errado ou inoportuno do que foi feito por Deus 'para nos servir de mantimento'".
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
My love is real, as real as the flowers you smoke to get high.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
ME-DO
woh woh woh woh woh woh.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
E quando eu vi, eu não havia dormido.
domingo, 15 de junho de 2008
"Na Natureza Selvagem" (Into The Wild)

O ator Sean Penn não está estreando como diretor em "Na Natureza Selvagem" (é seu quarto longa de ficção) mas há alguma coisa muito atraente e jovem que o faz parecer um filme de estreante, no bom sentido do termo. Uma jovialidade quase inocente ou uma permissividade ingênua que em pensamentos seria... "eu posso me mostrar com aquilo que gostaria de ser lembrado" ou, ainda, "eu posso me esbaldar naquilo que minha cultura pode espelhar de mais sensível, sentimental e verdadeiro". "Into the Wild" evoca o tempo todo, em seus longos 148 minutos de duração, os tópicos: liberdade, sociedade, natureza, verdade, sentimento, moral, solidão, e este mix de tudo é um mergulho numa utopia pós-hippie, que nem seus tios mais velhos acreditariam mais.
Falando assim parece que o filme é superficial, mas aí é que está. É esta força pós-utópica de Christopher McCandless (personagem real que o escritor e alpinista Jon Krakauer se baseou para escrever o livro, um best-seller no Estados Unidos, de mesmo nome roteirizado por Sean Penn) que faz com que o filme tenha uma empatia insuportavelmente compartilhada por todos - quem nunca pensou em abandonar tudo e partir em busca de uma liberdade grau zero?
A história, que se passa entre o final da década de 80 e início dos anos 90, é real: depois de sua formatura aos 22 anos Chris (Emile Hirsch) doa sua poupança, abandona sua família, seu carro, destrói sua identidade, seus cartões de crédito e seguridade, queima o que lhe sobra de dinheiro e parte em busca daquilo que considera sua liberdade. Sem dinheiro, viaja por dois anos pelos lugares mais belos e inóspitos, trabalha daqui e dali, conhece pessoas que se afeiçoam a ele, e parte para um plano audacioso: ir para o Alaska onde pretende viver em meio a natureza por sua conta e risco.
O que impressiona em Chris é sua determinação, força física e disposição para estar sozinho, sem vínculos, sem cronogramas. Sua rebeldia não está apenas na vontade de trilhar um caminho menos convencional ou em se negar a obedecer os parâmetros da tal "american society", mas na entrega ao acaso, na total falta de estrutura para viver a aventura de sua vida. Ao se negar a planejar seu caminho, ele deixa de ser um aventureiro do tipo esportista, atlético e bem programado dos dias de hoje, que corre maratona cercado de água e gatorade ou que escala montanhas guiados por GPS. Chris não tem gadgets, nem mapas, se cerca de livros (literatura e filosofia, alguma coisa sobre plantas), conselhos sobre caça, não tem rádio, nem como se comunicar, é um simples andarilho num corpo bom fisicamente. E com este espírito aventureiro (um termo tão anos 70) que ele parte para o Alaska.
É fácil ver como Sean Penn se encantou com a história de Krakauer & Chris, ele mesmo um ator "quase" outsider/rebelde, que sempre demonstrou ares de insatisfação com o star system. Este filme é sem dúvida seu alter-ego. O roteiro, os letterings, a fotografia, a música, a narração em off da irmã de Chris (uma voz doce e sentimental que conta a história) - o filme se faz tão genuinamente americano! A escolha de Eddie Vedder (Pearl Jam) para a trilha é perfeita, porque em certos momentos é isto: música e imagens, belas imagens, uma câmera nada modesta que explora todas as possibilidades visuais do país. Acompanha Chris, seus gestos, seu olhar, seu cabelo, sua alegria, tão de perto, num tom às vezes quase documental, o que torna em certo momento, o seu olhar e a piscadela para câmera, um gesto praticamente natural. Ok, sabemos que é um filme de ficção. Chore, sem culpa, não há como escapar deste sentimentalismo!
A América já sonhou com um mundo assim no qual o dinheiro não seria o centro da vida, um país idílico, numa fantasia idem. Onde os pais seriam os representantes de um mundo velho, arraigado ao poder e a mentira vã do dinheiro; e os filhos seriam este futuro da potência sentimental, do encontro do homem com seu verdadeiro estado natural, andante, sem vínculos, ludens. Mas sabemos que a divisão que se faz hoje em dia não é tão romântica e que esta mesma sociedade chama a tudo que não acolhe de freak! Christopher McCandless não é um freak porque sabe que sua experiência será compartilhada, ao escrever sobre ela e dizer: "sou um viajante estético cuja casa é a estrada." Quando enfim conclui que o melhor da liberdade é que ela seja compartilhada... assim como as escolhas estéticas de Sean. (pegou o tracadilho?).
quinta-feira, 12 de junho de 2008
cadê a chama da paixão? tá acendendo algum baseado numa rua suja com a maquiagem borrada pelo ultimo cara que ela atendeu.
essa vagabunda.
ok, então eu nem tenho motivos para estar tão indignado com a data corrente. nunca me importei na realidade. e com certeza pode-se contar nos dedos de uma mão as vezes que eu mexi minha bunda branca e magra pra tentar agradar alguem nesse dia.
tenho dito.
indignado ou encalhado?





